quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

ESTE BLOG ATIRA, POSTA PRA TODO LADO

Cansado de tentar publicar um livro no Brasil, ouvindo as mais diferentes desculpas de todos os editores e descobrindo por um único deles que resolveu dar uma opinião sincera, que meu livro faz apologia às Forças Armadas e que o conteúdo é "um pouco fascista"(sic), resolvi torná-lo público sem pensar em ficar rico com direitos autorais.
Estamos estudando uma maneira de imitar o grupo musical RADIOHEAD, que lançou seu CD exclusivamente na internet e com uma proposta interessante: - PAGUE O QUANTO QUISER E ACHAR JUSTO PARA FAZER O DOWNLOAD! É genial. A idéia lançada nos E.U.A. e Canadá deu certo e acredito que daria certo aqui também. Somos tão civilizados quanto e cá entre nós, publicá-lo daria 92% do valor à editora e 08% para o autor que sobre este valor deverá recolher os tributos conforme a Lei. Se é assim, então vamos disseminar a idéia.
Parece que o Paulo Coelho tá fazendo o mesmo com alguns de seus livros. Gostemos ou não do seu estilo, temos que dar a mão a palmatória: Ele vende livros até sem nada escrito. Gostaria de algumas opiniões.

6 comentários:

Bella disse...

Penso que realmente tem que haver alguma renovação em relação ao sistema de vendas de livros, músicas, filmes...
A internet acabou sendo uma faca de dois gumes pq, ao mesmo tempo que facilita a divulgação de trabalhos, aumenta a pirataria.
E ela pode vir a ser um elo de ligação direta entre o autor/artista e o consumidor, onde ambos saem ganhando com isto.
Acho excelente a idéia e já vimos exemplos de que pode mesmo dar certo!

Walter disse...

Penso que a idéia é válida - elimina atravessadores, que são aqueles que geralmente mais lucram. No fim das contas, o autor ganha mais e o consumidor paga menos. Não custa lembrar que é melhor registrar no ISBN antes de publicar, é claro, para garantir direitos autorais.

Mony disse...

Acredito que num tempo não muito distante esse será o meio mais utilizado para difundir informação e cultura e acho muito válido.
O único contra a meu ver, como apaixonada por livros é o fato de não poder manusear o livro, sentir o cheiro de recém impresso, a textura da capa e todos os fetiches que maníacos por livros tem...
E como ficam as bibliotecas e livrarias, dois templos que adoro, com toda essa inevitável modernidade?!

Gustavo disse...

Cara, é um ovo de Colombo! Uma idéia tão simples, mas tremendamente eficiente...
Mas concordo com Mony.
Eu, pessoalmente, tenho muita dificuldade em ler um livro no PC.
Claro que esse problema seria parcialmente resolido com o uso de um MP4 ou Palm, mas onde é que ficam as páginas?
Achei tão boa a idéia, que acho que vou usá-la para divulgar uns textos meus.

Thiago disse...

Não acredito que uma coisa acabe com outra (e-mail acabou com cartas? mp3 acabou com cds?), o que houve foi um ajustamento do mercado para receber novos meios, mídias, inovações, etc.
Li algumas reportagens de como bibliotecas aumentaram seu numero de visitas e locações colocando micros com internet a disposição, ou seja conseguindo chamar mais gente adepta de outra midia do que perdendo, o que era um medo recorrente, essa nova tendencia é inevitável mas nada tirará o prazer de se folhear um livro, mesmo se outras formas de lê-lo estiverem disponíveis, enfim é uma questão de adequação, tando do mercado quanto dos leitores.

Cristina Kopf disse...

Com o andar da carruagem as abóboras se ajeitam ... o mundo sempre foi assim. Evolução ...